ARQUITETANDO POR AÍ

ARQUITETANDO POR AÍ
O assunto aqui é transformar rotinas engessadas, visando a melhoria da qualidade de vida dos envolvidos. Mas, como assim? Alinhando conhecimentos arquitetônicos a técnicas de organização, espaços residenciais ou comerciais são reestruturados com custo bem inferior ao imaginado. Independente do tamanho da sua necessidade, conheça um pouco dessa história e encontre respostas. Aguardo você...
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16/10/2022

UM PROJETO DE AMOR



Perfumes dela


Há pouquinho mais de um ano, por circunstâncias da vida, não passo por aqui. Por onde ando, sem que se tenha ideia do tamanho das minhas demandas semanais, vêm as cobranças para que eu volte a escrever. Já com post planejado para o domingo do dia 5, lembrei que coincidiria com a eleição. Quem sou eu para competir em audiência nesse importante dia para o Brasil ? Adiei. E, super acostumada com reviravoltas, tudo mudou. 
 



Uma madrinha de casamento, um pós mudança desafiador, filhos amorosos fora da cidade. E o post planejado para hoje foi substituído por um relato que descreverá esse projeto de amor. Para resumir, a madrinha corajosa, com a ajuda dos filhos, estava vivendo um processo de simplificação. Soube de tudo isso por um deles, depois de ter "pescado" meu contato na agenda do celular da mesma. Tudo entendido, logo aceitei. 




Na data combinada, eu e a parceira Nane Souza estávamos lá. Equipe competente, exigências diversas, era claro que todos sabiam poder contar não só com a personal organizer, mas, acima de tudo, com a arquiteta. Diante da notícia de quase 50% de desapego, precisávamos brilhar. E, junto com ela e suas fieis escudeiras, assim foi. Planejamento, categorização e muito aperto de mente fizeram parte dos nossos dias.
  



Em todos os cômodos, peças de uso diário foram separadas das demais. Com essa medida simples, espaços acabaram sendo liberados, caminhos desimpedidos e vida facilitada. Com a supervisão dela, o acervo de roupas de cama e banho foi reduzido ao limite de receber filhos, noras e netos com conforto. Na cozinha, louças, copos, panelas, eletrodomésticos, utensílios, assim como alimentos, apenas na medida da necessidade.




No caminho de cada novo turno de organização, lembrava para a parceira o tantão de amor envolvido no nosso projeto. Com muita frequência, horário indeterminado, testemunhamos ligações, algumas vezes de vídeo, dos filhos tentando se fazerem presentes naquele desafio da mãe. Antes do início do processo, demonstrando uma sintonia linda, até sobre a necessidade de cuidados com os joelhos operados dela, nos alertaram.
 




Sobre o que fizemos por lá? Fiel à minha escolha profissional, de tudo um pouco. Desde marcação do lugar para a luminária nova da cliente, até uma quase solução para o gás encanado. Não fosse a mesma, após testemunhar a falta que esse serviço estava fazendo nos seus dias, descoberta a caixa do medidor, tesoura na mão, perguntei se ela me autorizava retirar o lacre, evitando mais um banho frio. Ela não autorizou. Claro que obedeci!  

 



Fonte imagens: ARQUIVO PROFISSIONAL

27/05/2018

REZA A LENDA...


Parabéns, Puket!




Reza a lenda que, em se tratando de organização residencial, toda vez que um pé de meia some, volta em forma de tampa de vasilha plástica. Lenda ou não, em todos os lares por onde o ARQUITETANDO POR AÍ já passou, existe um saquinho plástico, normalmente no armário da área de serviço, com pés de meias descasados da família toda. E, sempre depois de estimular uma busca geral pelo outro pé, nas gavetas dos envolvidos, os apresento o projeto Meias do Bem. Já ouviram falar em 100% de adesão? 
São vários anos em ação, doando não só energia elétrica como humana, nessa ação de tirar o chapéu em cuidados com o próximo. A Puket idealizou, realizou e nós aumentamos o fornecimento de matéria prima: os pés de meias acima mencionados. Para tal, basta entregarem em qualquer loja das suas cidades. Em Salvador, as lojas do shopping Salvador e Barra irão receber as suas doações com muita alegria. Peço as colegas POs - personal organizers - que instruam todos os seus clientes. Thanks!








Vamos nos unir ao pessoal da Puket?! Andei pesquisando por aí e descobri que a nossa doação é a mola mestra desse projeto. Trabalho de equipe...




Eu participo... 





Fonte Imagens e vídeo promocional: GOOGLE

17/05/2015

QUEM LEMBRA DE MARIE KONDO?




"Mantenha apenas aquelas coisas
que falam com o seu coração."
Marie Kondo




Sábado, 18 hs, chegando do Hospital Aliança e nenhuma linha digitada do post de amanhã. Pelo pouco tempo que resta até a sua publicação, se não fosse por elas, já teria me desesperado. Entre macas, exames e medicações, enquanto fazia as vezes de acompanhante, rabiscando um papel, tentava montar o post. Quando a sintonia é grande, tenho a sensação que amigos adivinham os nossos momentos de necessidade.
 
 
Ela 01: Oi, Patricia! Bom dia! Tudo bem? Não sei se vc já viu, mas saiu outra reportagem de Marie Kondo. Desta vez, na VEJA.
 
Eu: Oi, Lola! Ainda não tive tempo de abrir a Veja. Semana difícil. Vou olhar assim que puder. Obrigada por me apresentar à Marie Kondo! Amei... Bjão
 
Poucos dias depois...
 
Ela 02: Fiz um monte de barbeiragem tentando te mandar esse artigo kkkkkkkkkkkkkkkk
 
Eu: Com barbeiragem ou não, chegou e eu amei!! Uma amiga de arquitetura já tinha me falado sobre ele, mas não tinha tido tempo de ver. Sintonia pura, amiga especial!! Obrigada... Bjão
 
 
E assim, ao longo da semana, Dolores Andrade e Cristiane Urmenyi  definiram o post de hoje. Para mim, em meio à espera e providências de hospital, coube apenas a montagem do mesmo. Uma vez liberada das tarefas médicas, só faltava digitar. Então, resgatando um post do passado, veio a pergunta que deu nome à essa publicação. Quem lembra de Marie Kondo? Inspirem-se com suas dicas. Basta clicarem no link abaixo...
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs.: Para os que perderam, segue link do post ACREDITAM EM SINAIS?

19/10/2014

MILAGRES ACONTECEM



Como por milagre, tudo no lugar...





Faxina? Adoro todas! Não pela parte da limpeza propriamente dita, mas, acima de tudo, pelo volume de coisas que não nos serve mais e, movidos por uma "força desconhecida", conseguimos deixar seguir, levando alegria para outras pessoas. E assim, sem lembrar quando iniciou, antes dos aniversários das filhas, às vésperas do Natal e na semana anterior ao Dia da Criança, aqui em casa, virou costume e sempre tem faxina.
No início do mês, nossas adolescentes, proprietárias de muitos itens, finalizada a tarefa de seleção dos seus ex-pertences, chegaram à uma brilhante conclusão. "Nossa, mamãe, nem parece que tiramos tanta coisa!" Momentaneamente, tive que ignorar a crítica. E assim, conseguimos contribuir com o NACCI, através da Clínica AMO e com a comunidade do Caboto, através do RH da VOPAK. Experiências sensacionais.  
Só que, lamentavemente, elas tinham razão. Se tivesse feito algum registro fotográfico do antes e do depois, poucos notariam a diferença. Então, lembrei das cestas e caixas, minhas grandes aliadas nos desafios de organização. Miudezas, brinquedos pequenos, acessórios para cabelo, bijouteria, material de desenho, utilizando-os, qualquer organização se dá de forma mais eficiente e duradoura. E lá vem mais trabalho!





Cestas e caixas sobre estrutura de aramado




Caixas em tecido compondo estante vazada




Cestas pintadas organizando material escolar




Caixas para brinquedos forradas com EVA




Cestas de chão estrategicamente colocadas




Caixas forradas sobre prateleiras em aramado




Armário sem portas organizado com cestas




Caixas de brinquedos embutidas sob sofá






Fonte imagens: INTERNET

01/06/2014

DESAPEGANDO



Cruzes!!




Impossível negar, sou do tempo do dicionário!! Lembro da edição de bolso que levava na mochila escolar, mas, confiança mesmo, tinha no "grossão" que ficava na estante. Foleando aquele exemplar, surpresa, descobri que Aurélio Buarque de Holanda Ferreira definiu desapego como desinteresse, indiferença, falta de afeição, de apego, desamor. Caso ainda estivesse entre nós, considerando a vital necessidade de organização das rotinas atuais, certamente, teria que avaliar alguma espécie de atualização...





Antes



Depois



 
É certo que, para doarmos itens aos quais nos apegamos ao longo do tempo, seja qual for o motivo, é necessária uma pequena dose de falta de afeição. Mas, desamor é muito forte. Ao contrário, para "deixarmos ir" o que sabemos ainda ser útil para outros, é necessário um mínimo de amor ao próximo. Por isso, considerando a maioria das intervenções até então, está claro que precisamos descartar o desnecessário. Tratata-se, senão do único, do maior de todos os problemas dos lares atendidos até então.





Antes



Depois



 
Com base nos clientes já "socorridos" pelo ARQUITETANDO POR AÍ, posso, seguramente, afirmar: possuimos muito mais do que precisamos. E, desatentos, somos levados pelas armadilhas da mídia a consumir mais e mais. Peças novas, muitas delas ainda etiquetadas, são descartadas, comprovando que estamos perdendo a noção do necessário. Diante de clientes mais resistentes, costumo apelar para um dos princípios da física: dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo.
 
 
 
 
 
Antes
 
 

Depois

 
 
 
Muitos deles, apesar de orgulhosos dos objetivos alcançados, ainda têm receio de expor suas realidades anteriores. Por isso, as imagens foram garimpadas na internet, visando ilustrar a importância do desapego no sucesso dessas intervenções. Ao conferi-las, estejam certos que nada disso seria possível sem descartar excessos inúteis mantidos por perto. Aliadas ao processo de organização, pequenas e econômicas interferências estéticas acabam trazendo imensos benefícios. Abracem a causa!!  







 
Antes




Depois





Junto com uma grande dose de desapego, deixo-os com uma imagem simples e inspiradora. Mãos à obra!! Precisando de ajuda, é só pedir...






Tudo separado, chame a sua instituição favorita!!





Fonte imagens: INTERNET

13/05/2012

DESAPEGO



“Tens o hábito de juntar objetos inúteis acreditando que um dia (não sabes quando) vais necessitar deles?... Tens o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outras coisas que já não usas há muito tempo?
E dentro de ti?... Tens o hábito de guardar raivas, ressentimentos, tristezas, medos e outros sentimentos negativos?

Não faças isso! Vai contra a tua prosperidade!

É preciso deixar um espaço, um vazio para que novas coisas cheguem à tua vida. É preciso se desfazer do inútil que há em ti e em tua vida para que a prosperidade possa acontecer.

A força deste vazio é que atrairá e absorverá tudo o que desejas. Se acumulares objetos e sentimentos velhos e inúteis não terás espaço para novas oportunidades. Os bens necessitam circular. Limpe as gavetas, os armários, o depósito, a garagem, a mente…

Doe tudo aquilo que já não usas…

A atitude de guardar um monte de coisas inúteis só acorrenta a tua vida. Não são só os objetos guardados que paralisam a tua vida.

Eis o significado da atitude de guardar: quando se guarda, se considera a possibilidade de falta, de carência… Acredita-se que, amanhã, poderá faltar e que não haverá maneira de suprir as necessidades…

Com esse pensamento, estás enviando duas mensagens ao teu cérebro e a tua vida: a de que não confias no amanhã, e que o novo e o melhor NÃO são para ti…

Por isso te alegras guardando coisas velhas e inúteis. Até o que já perdeu a cor e o brilho…”

 
Joseph Newton





TODA ROTINA PODE SER MODIFICADA, SÓ DEPENDE DE VOCÊ!!!