ARQUITETANDO POR AÍ

ARQUITETANDO POR AÍ
O assunto aqui é transformar rotinas engessadas, visando a melhoria da qualidade de vida dos envolvidos. Mas, como assim? Alinhando conhecimentos arquitetônicos a técnicas de organização, espaços residenciais ou comerciais são reestruturados com custo bem inferior ao imaginado. Independente do tamanho da sua necessidade, conheça um pouco dessa história e encontre respostas. Aguardo você...
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13/05/2018

RESIGNIFICANDO AMOR



Sobre um pai que é uma mãe...




Que dizer dessa sensação do tempo estar passando mais rápido que o normal? Será só aqui? Mais uma semana se foi. Bem no meio dela, em plena loucura de trabalho, eis que ouço, alto e claro, uma das vozes que dão sentido à minha vida. Era ela, enfática e quase sem fôlego. "O dia das mães está chegando, Bia mora em Campinas, eu não sei o que comprar pro papai, estou desesperada e preciso da sua ajuda, pode ser?!" 
Claro que não houve erro de digitação. O dia é das mães. Contudo, o referido presente era para um pai. Um daqueles que sempre foi mãe. Troca de fraldas, banhos, brincadeiras, tarefas de casa, limites, amor, presença, exemplo - a lista é grande. Desde sempre, um merecedor dessa importante homenagem. Sendo assim, a estimulei no sentido de algo que o pai estivesse precisando muito. E nossos dias seguiram na paz... 
Hoje cedo, já tendo visto e amado o presente escolhido, pensei que tudo isso precisava virar post. Para completar a homenagem das filhas, um kiss gigante de chocolate amargo, seu preferido. Assim, ciente do significado dessa justa homenagem, deixo aqui relato e imagens de um amor pai e filhas digno de um lugar muito especial nesse dia que sempre foi nosso. "Tenha um FELIZ DIA DAS MÃES, papai!!" - já, já, dirão elas.  




Vibrações positivas




Derrubado de gripe, ainda dormindo, sei que ele não espera o que está por vir. Ele nunca espera. Acha uma exegero; que não faz nada além das suas atribuições de pai. E, com homenagem ou não, segue fazendo. Quanto às vibrações positivas estampadas no presente escolhido (que ele levará junto ao peito sempre que possível), não consigo imaginar algo que esteja precisando mais no momento. Isso é amor. Dos grandes!! 





Fonte imagens: ARQUIVO PROFISSIONAL

18/02/2018

AMOR DEMAIS



Sempre ele...




Ás vésperas de noticias bombásticas, confesso que ontem, fui dormir pensando no que mais poderia contribuir para a formação das minhas filhas. Organização? Já sabem do que precisam. Amor próprio? Cresceram ouvindo falar no primeiro e, em algumas ocasiões, único amor das nossas vidas. Gratidão? Ainda que novas, já são pós-graduadas nesse quesito.
Foi quando lembrei duma crônica de Martha Medeiros que faria muito sentido para o nosso momento. Ao acordar, já com a missão em mente, parti em busca da resposta que tanto precisava. E achei! Ambas: a crônica e a resposta. Ainda sem autorização para compartilhar a mencionada notícia, deixo aqui, para elas e vocês, esse texto cheio de amor...   
  



Avec Elegance


Hoje a maioria das pessoas que têm acesso à informação sabe que é peruíce usar uma blusa de paetês às duas da tarde e que é deselegante comparecer a um casamento sem gravata. Constanza Pascolato, Gloria Kalil, Celia Ribeiro, Fernando Barros e Claudia Matarazzo são alguns dos jornalistas especializados em ajudar os outros a não cometerem gafes na hora de se vestir ou de se portar à mesa. Mas existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que crticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir à empregadas domésticas, garçons ou frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem dá um presente sem data de aniversário por perto, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante não mudar seu destino apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, joias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Pode-se tentar capturar essa delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, aquele que acha que "com amigo não tem que ter estas frecuras". Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão um dia desfrutá-la. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

Martha Medeiros 





Fonte imagem: INTERNET