ARQUITETANDO POR AÍ

ARQUITETANDO POR AÍ
O assunto aqui é transformar rotinas engessadas, visando a melhoria da qualidade de vida dos envolvidos. Mas, como assim? Alinhando conhecimentos arquitetônicos a técnicas de organização, espaços residenciais ou comerciais são reestruturados com custo bem inferior ao imaginado. Independente do tamanho da sua necessidade, conheça um pouco dessa história e encontre respostas. Aguardo você...
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21/03/2021

 QUANDO A NECESSIDADE APERTA



Gavetão organizador




Depois que as filhas se foram, me vi com todos os espaços da casa só para mim. E, desde lá, venho os adequando às minhas necessidades, também, facilitando a rotina de trabalho das minhas funcionárias. Mas, quando a necessidade aperta, a solução precisa ser rápida, antes que o caos se instale. Aqui e em todas as casas. Hoje, foi a vez da área de serviço... 








Visualmente interligada à cozinha na época da reforma, agradeço aos conhecimentos adquiridos no curso de arquitetura da UFBA pela solução. Mas, por isso, a exigência em ter uma área de serviço sempre organizada é grande. Como acordei pensando nela, o foco era o que faria com os dois gavetões de roupa suja e limpa ociosos desde a partida das duas filhas.    








Hábito antigo, a família já lavava as mãos sempre que chegava da rua. Por isso, mantive o sabonete líquido no lugar de origem. Também, pregadores de roupas e produtos de limpeza de maior uso ficavam à mão e foram mantidos. No porta toalhas, peça de uso exclusivo para mãos, agora, trocada diariamente. Mantidos os cestos organizadores ainda novinhos. 




Gavetões sinalizados
 



Liberando os armários, abaixo do tanque, dois dos gavetões foram ocupados com embalagens diversas e produtos de limpeza de uso menos frequente. Os outros dois, colados à máquina de lavar, depois de muito bem higienizados com álcool, receberam as roupas limpas(superior) e sujas(inferior). As etiquetas sinalizadoras se encarregarão do resto.








Nas três portas de armário restantes, baldes e bacias para roupas, recipientes para limpeza e produtos abrasivos foram acomodados com bastante folga e segurança. Quanto aos espaços livres de parede, desde antes, foram aproveitados tanto para acomodar o puxa saco Tok & Stok, como o conjunto mesa e ferro de passar. No chão? Só o balde de lixo.    









Fonte imagens: ARQUIVO PROFISSIONAL

20/09/2020

 DELICADEZAS



Família especial!




Vez por outra, encontro pessoas que declaram babar com as minhas postagens. Imagens e texto. Dessa forma. Sempre achei isso um pouco exagerado. E foi durante a semana, ainda na pandemia, organizando a copa de uma família bastante especial, que me deparei com muitas delicadezas. Logo tratei de as incluir na organização. Talvez por essa inclusão, que já faz parte da minha "marca registrada", venha a declaração acima. O fato é que muitos desses itens que encontro organizando, fazem parte da história da família. E juro que não sei como não os incluir.
O período de reclusão que parece estar chegando ao fim, certamente, nos deixa muitas lições. Voltarmo-nos para as nossas casas é um deles. Vender, doar, descartar o que não nos é mais útil, faz-se necessário. Mas, resgatar as recordações valorizando de forma divertida, é tão necessário quanto. E, hoje, por conta da reflexão enquanto organizava, resolvi citar as delicadezas que encontro nos lares. Muitas vezes esquecidas nos cantos. À mim, cabe garimpar, perguntar e sugerir. Ideia aceita pelo cliente, vira foto. De foto para post é bem rapidinho!      

















Fonte imagens: ARQUIVO PROFISSIONAL

02/08/2020

E SE NÃO PASSAR?


Está passando!




Hoje, acordei indisposta. Reflexos da noite anterior. Problemas de estômago. Sempre ele. Já abri os olhos com a preocupação: que fazer com o post no blog? Foi quando lembrei da amiga Isabel Villas e a sua atenção em me informar sobre todas as publicações da escritora Martha Medeiros que passem pela sua frente. Ela compartilhou. Eu amei e guardei!    



E SE NÃO PASSAR?


Estamos há quase quatro meses mergulhados numa pandemia que mudou nossos hábitos, nos impôs restrições, nos distanciou fisicamente e nos colocou frente a frente com nossas fragilidades. Vai ficar por isso mesmo? Quando iniciou, parecia apenas uma onda gigante e repentina. Se soubéssemos nos manter à tona, boiando sobre ela, obedientes e respeitosos diante do tamanho, nada de muito ruim iria nos acontecer e logo reencontraríamos a calmaria.
É o que vem acontecendo nos países europeus, que estão retomando as atividades cotidianas, dando um passo de cada vez. O Brasil, caótico por natureza, vai levar mais tempo, nenhuma novidade. Três, seis, dez meses? Quando teremos nossa vida de volta? Talvez nunca, não como era antes. É provável que tenhamos que assimilar que a nossa atual precariedade determinará novos modelos de conduta daqui para frente.
Lavar as mãos, usar máscara e evitar aglomerações: já estamos nos acostumando. Poderíamos nos acostumar agora com o desprestigio da ostentação e do consumismo delirante. Continuaremos comprando comida, roupas e remédios, precisaremos de um bom teto como sempre precisamos, mas nossos luxos talvez mudem - tomara que mudem. Hora de privilegiar as questões humanas, se soubermos aproveitar a oportunidade.
Não chego a falar de um renascimento espiritual, que soaria pomposo, mas acredito, sim, que a tendência é reavaliarmos nosso estilo de vida. As grandes metrópoles se tornaram zonas de contágio, e um êxodo urbano não seria má ideia: sair em busca de desintoxicação, mais atividades ao ar livre, cidades menores, menos concentração populacional. 
A arte também se beneficiará desta pandemia. Não só por sua valorização evidente (o que teria sido de nós sem livros, música e filmes nesse longo confinamento?), mas também pelo surgimento de talentos até então desconhecidos: as pessoas foram obrigadas a descobrir em si algum dom - artes manuais, gastronomia, desenho digital, colagens, fotografia, vá saber quantos outros. A expressão artística poderá ser nossa grande contribuição à humanidade: não voltaremos a ser apenas consumidores de cultura, mas fornecedores também.
Não é se apegando a símbolos de status que prestaremos homenagem à nossa sobrevivência, e sim expandindo nossa criatividade, encontrando os amigos, bebendo e comendo com eles, namorando, celebrando as sensações, não as aquisições. Utilidades práticas seguirão bem-vindas, mas as utilidades emocionais é que definirão nosso bem-estar: meditação para dormir melhor, leitura para mais autoconhecimento, empatia para reduzir desigualdades. Já que esta crise é inevitável, que a gente ao menos transforme nosso espanto em sabedoria.


MARTHA MEDEIROS





Fonte imagem: GOOGLE

19/07/2020

UM PROJETO DE AMOR



Esperando Alice!




Quando estudante, odiava trabalhos em equipe. Reunir, planejar, executar, tudo me incomodava. Preferia assumir as responsabilidades sozinha que me adaptar ao tempo do outro. Mesmo durante a faculdade. Mas, como estamos aqui para evoluir, na construção da vida profissional, me desafiei a encarar essas situações de maneira diferente. E fui presenteada, na grande maioria das vezes, com pessoas comprometidas como eu.
Hoje, descrevo aqui o mais cheio de amor dos trabalhos de equipe que já participei: o quarto de Alice Kertész. Projeto da arquiteta Lais Galvão, profissional competente, atenta aos detalhes e doçura no olhar; executado com profissionalismo e sensibilidade pela arquiteta de formação e engenheira de atuação Rita Magnavita. Para mim e Luana Castro, coube a organização. Uma honra. Sobre o resultado? É de emocionar...












Em plena pandemia, relógio correndo, barriga crescendo, assim que o final de semana apontava, a família Kertész fugia para PF e eu corria para organizar. De longe, via telefone e whatsApp, mamãe Lara assumia o controle de tudo num projeto de amor que poderia até ter sido intitulado "Esperando Alice". Numa dessas oportunidades, com a participação especialíssima da colega Luana Castro, chegamos ao quarto dela.
Qual foi a maior dificuldade? Manter mamãe Lara afastada da organização. Afinal, seguíamos organizando por aí e, apesar dos cuidados redobrados, nossa exposição ao vírus era fato. E foi através de imagens, em tempo real via whatsApp, que conseguimos tranquilizar aquele ser ligado na tomada. Hoje cedo, montando o post, quase dois meses depois, relembro o quanto ela esteve presente na escolha de cada solução. Ela é bem assim. 













Kits berço/banho, paninhos, cueiros e fraldas foram acomodados em colmeias visando facilitar o manuseio das peças no cuidado diário com Alice. Produtos de higiene e lacinhos foram categorizados para que a pequena passe pelos dias cheirosa e linda. Roupinhas lavadas e sapatinhos higienizados, foram separados por tamanho e distribuídos em gavetas com etiquetas. Com a logística dos deslocamentos presente em tudo.
Nos armários do banheiro, os estoques foram acomodados de forma a facilitar o controle, evitando gastos desnecessários. Procuramos posicionar a banheira, dentro do box, numa posição favorável ao "lado confortável" da mamãe Lara. Conquista muito comemorada pela mesma. Lá de longe, mais presente do que se possa imaginar, ela seguiu vigilante a cada detalhe do quartinho da sua Alice. Muito lindo de se ver! 
    



A caçulinha




Alice... Passados quase 5 anos, em agosto de 2015, finalizada uma organização na vida da sua família, montei um post-presente para a sua mamãe. Segura, determinada, ciente do que queria, ela esteve presente todos os sete dias de duração do projeto. No dia da finalização, me despedi com lágrimas nos olhos ao ver aquela pessoa tão especial tomando remédio para dores na coluna. Ela já era teimosa desde lá. Muito.
Hoje, pandemia enfraquecendo, você já com um mês de vida, sigo ansiosa pelo nosso encontro. Não importa quanto tempo tenha que esperar. Sou paciente. Siga respirando o amor dessa família especial que você tão bem soube escolher. Quer uma dica? Lá na frente, quando você desconfiar que a sua mamãe é a Mulher Maravilha, não se estresse com isso. Desde já, te garanto que ela é. Sorte a sua. Nos vemos muito, muito breve!     




Fonte imagens: arquivo profissional e dos clientes   

12/07/2020

ESQUISITA COMO EU



Presentes pra alma!




Imaginem a cena. Eu subindo a esteira rolante do Sam's, ela descendo. Apesar da máscara, o reconhecimento foi imediato. Amor faz isso. Ela, mais que depressa, disse ter lido o post do domingo anterior com lágrimas nos olhos. Eu, sorrindo sob a máscara, ainda pude ouvir sua sugestão. "Fale sobre as nossas esquisitices de pandemia". Cada uma de nós numa extremidade das esteiras, ainda tive tempo de dizer: uma ideia genial.
Como não sou de listar esquisitices alheias, lembrando do livro Esquisita Como Eu, de Martha Medeiros, resolvi escrever sobre as minhas. Não acredito que a pandemia nos trouxe novas esquisitices; apenas nos fez enxergar as velhas. Como assim o que chamo de esquisitices? Hábitos que nos acompanham, trazendo conforto para a passagem dos nossos dias. Podemos passar sem elas, mas duvido muito que alguém tope tentar.      
Amo tangerina, mas só como depois que retiro todas aquelas fibras brancas que ficam após descascada. Viajar é tudo de bom, porém, onde quer que eu vá, levo minhas havaianas fininhas para a hora do banho. Por não beber, consigo sentir até os diferentes sabores de água - e sigo tendo minhas preferências. Remédios? Um capítulo à parte. Como não gosto, aguento minhas dores de cabeça, sem eles, até o limite do suportável.
Conforto. Palavra chave para atravessarmos os dias atuais. É nesse ponto que entra a organização dos nossos. E sigo defendendo o planejamento das rotinas para que a maioria das esquisitices possa ser atendida. Não há mal nenhum nisso. Aliás, é exatamente o contrário. Viva as esquisitices que, quando satisfeitas, nos remetem à amparo. E, amparados, ficamos mais fortes para enfrentarmos qualquer desconhecido. Pensem nisso!   





Fonte imagem: GOOGLE

05/07/2020

PRESENTE DE PANDEMIA



E, bem no meio do "fica em casa", um mimo!




Quem me conhece melhor, já sabe a importância dos amigos na minha vida. De perto, de longe, sérios, brincalhões, de ambos os sexos, eles são a minha família escolhida. Entre ajuda e pedidos de socorro mútuos, seguimos fazendo da vida um lindo trabalho de equipe. E, para minha surpresa, essa conexão acontece com muitos dos seus filhos também. 
Sendo assim, bem no meio da pandemia, coladinha sempre que possível à amiga psicóloga Milla Adami, profissional fenomenal, estou tendo o privilégio de enxergar "a situação" por um ótica diferente. O resultado? Sempre que cabe, pequenos gestos misturados à minha rotina. Nas idas e voltas das organizações, vou deixando presentes de pandemia por aí.
Tudo começou com Peu e Leo Batista, após um desabafo telefônico da mãe planejando os deixar na minha casa - sedenta por uma folga. Ouvindo queixas sobre falta de seriedade nas aulas on line e zero cooperação em casa, pensei: minha amiga não está bem. A mensagem para os dois fofos? Quem não encara a vida com seriedade não prospera. E ela riu. Muito.
Depois de deixar os seus chocolates favoritos na portaria com o bilhetinho que virou costume, já estava no foco de João Leão. Esse, sempre zen, cumpridor do "fica em casa", soube através da sua mãe que estuda e brinca sem reclamar de nada. Avaliei estar merecendo um presente de pandemia. Depois de muito procurar, achei os seus raríssimos Kinder Joy. Ufa!!
As meninas Maia (foto cima), já quase adultas, mas filhas também, numa demonstração de forte cumplicidade via whatsApp da mãe, foi mencionado o aguardo pelo chocolate preferido. Na minha ida seguinte ao mercado, passando pela seção das guloseimas, lembrei delas. Com o costumeiro bilhetinho de amor, o mais rápido que pude, foi sacola na portaria.
Muitos presentes de pandemia já entregues, outros ainda a entregar, sinto a pergunta chegar aqui: o que tudo isso tem a ver com organização? Administrar nossos dias para fazermos diferença na vida do outro requer tempo. E termos tempo para tudo é o primeiro benefício da organização. Uso o meu de várias formas. Essa é só uma delas. Organizem-se!  





Fonte imagens: ARQUIVO PROFISSIONAL

28/06/2020

EM PLENA PANDEMIA



O livro!





Ela, a amiga mais sábia que possuo, ciente que, por não querer competir com notícias ruins, os posts no blog estavam suspensos desde fevereiro, registra o seu protesto via whatsApp. Tratava-se de um print de publicação no ig de Fernanda Paes Leme. Sobre um fundo lindo, a inscrição: "E se puder, me manda uma notícia boa." Recado recebido, os posts voltaram. Em mim, só desejos que a atenção das pessoas já esteja aceitando o aprender e crescer outra vez. Obrigada pela força, Thais Coni!
Falar sobre o que? Organização. Mas, era fato que precisava ser algo criativo e inusitado. Competir com incertezas e medo do futuro, não é mole, não. Eis que chega o dia 22 de junho, meu niver, e Conceição Fraga, amiga de longas datas, resolve aprontar. Para isso, precisou se organizar bem antes do presente chegar às minhas mãos. Foi na quinta, 25, vencida mais uma organização juntas que, antes de dormir, vejo sua mensagem. "Seu presente chegou; amanhã, me avise quando o olho abrir." 








Dia seguinte, ainda na cama, voz de sono, avisei por áudio que já estava de olhos abertos. Levo muito à sério os pedidos dos amigos. Ela chegou antes mesmo que tivesse tido tempo de tomar café. Visivelmente feliz, me entregou o pacotinho acima, comentando a sorte de ter em casa a embalagem nas cores que precisava. Vindo dessa amiga tão atenciosa, estranhei a falta do que mais gosto: o cartão. Mas, não comentei. Segundo elas, sou fina. Mal sabia eu que o cartão fazia parte do presente. 









Olhos úmidos, imaginando as horas de dedicação dela na organização daquela preciosidade, fui foleando devagarzinho, primeiramente, me fixando nas imagens e pessoas ali registradas. Li o "cartão", as mensagens da família Adami e Fraga e a sua finalização. Confesso que contive as lágrimas; se começasse a chorar, ia dar vexame. Nunca antes estive diante de tanta demonstração de amor vinda de tantos amigos ao mesmo tempo. Nos despedimos e saímos para as nossas demandas da manhã.









Tudo resolvido o mais rápido que pude, rumei para casa. Só pensava no livro. Querem saber? Inspirada por São, me dei o melhor presente de pós niver da vida. Quando de volta, tomei um banho da cabeça aos pés, ignorei o almoço (como gosto de fazer) e preparei uma cápsula da minha bebida preferida: café c/ leite e canela. Na cozinha mesmo, sentei e lá fiquei o resto da tarde, sorrindo e chorando. Claro que de alegria. Com a minha "coleção de amigos", descrita para uma das filhas ainda pequena.









Página após página, lá estavam os amigos de perto e de longe, de ambos os sexos, famílias inteiras, 
inclusive as minhas duas novas. Sempre exagerados na forma de me enxergar. Resgataram histórias, quase esquecidas por conta do tempo, daquelas de nos fazer gargalhar.








Registros de festas com a Turma do Morro, carurus com as Tops do Crossfit, almoços com a galera do Barril Dobrado Alcateia, jantares com as Arquigatinhas, até mesmo a lendária foto no lavabo novo de Carine Leão da Turma Enrolamento. A cada imagem, relatos engraçadíssimos.









À medida que avançava na leitura, tudo lindo, bem montado e diagramado, ia imaginando como São encontrou tempo para aquela organização. Descobrir as pessoas, fazer os contatos, receber as mensagens/fotos, não as misturar e fazer a montagem, me pareceu algo impossível. 









A resposta é simples! Quando existe organização, muitos planos se realizam. E, nesse quesito, ela sempre foi sensacional. Antes arquiteta, hoje, também personal organizer, segue encantando por aí. Impossível agradecer por tamanha dedicação. Só sei definir: isso é amor.















Para São e todos os seus envolvidos nesse projeto desafiador, em plena pandemia, deixo aqui o meu muito obrigada, já avisando que, liberadas as visitas e abraços, nos encontraremos. Lá, o livro, como passou a ser chamado, estará disponível. Impossível postar todos aqui.      





Fonte imagens: ARQUIVO PROFISSIONAL