ARQUITETANDO POR AÍ

ARQUITETANDO POR AÍ
O assunto aqui é transformar rotinas engessadas, visando a melhoria da qualidade de vida dos envolvidos. Mas, como assim? Alinhando conhecimentos arquitetônicos a técnicas de organização, espaços residenciais ou comerciais são reestruturados com custo bem inferior ao imaginado. Independente do tamanho da sua necessidade, conheça um pouco dessa história e encontre respostas. Aguardo você...
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04/10/2020

NADA A VER COM ORGANIZAÇÃO







Apesar da insistência dos amigos próximos que preciso fazer o post ao longo da semana, não consigo. Nos meus dias de organização, cansada e com foco na família da vez, falta inspiração. Mais relevante que essa, querem a explicação maior? O post de domingo é o meu playground. Preciso estar com vontade "de descer", senão, acabam saindo coisas absurdas. E, hoje, mais uma vez, zanzei pela casa sem ideias. Até que li a publicação da amiga querida Tânia Santos no instagram.
Só para os situar quem ela é, desde que as nossas filhas entraram para a fase das festas e caronas, fazemos parte do restrito e especial grupo de whatApp Amigas como as filhas. Nunca vi um título traduzir tão bem os sentimentos que permeiam essa relação. Seis mães de sete filhas e a nossa união segue a mesma desde que elas deixaram o ensino médio. Tânia, a única avó e, também, a mais visionária e conectada com as questões existenciais das seis, compartilhou o seguinte:

"Decepcionante entrar numa loja de brinquedos e perceber que, se for um menino, ele pode ser astronauta, cavaleiro, lutador, piloto (de drone, de avião de helicóptero, de moto), montar lego, cientista etc.
Se for uma menina, ela pode: cozinhar, lavar a louça, cuidar da casa e ter várias bonecas. Em 2020?!
Pais e mães, abram os horizontes, comprem uma espada de luz pra sua menina salvar o mundo, um carro pra ela dar um "rolé", um avião pra ela pilotar!
Enfim, qualquer coisa diferente!
E ensinem à elas que quem lava a louça é quem suja!!!
Que ela pode ser o que ela quiser! Que brinquedo não tem sexo. Que ela pode conquistar o mundo da fantasia e do real, na função que ela escolher, seja ou não igual a dos meninos!
E ensinem para os seus filhos homens, que cozinhar pode ser incrível, e que não precisa ser tudo rosinha! Que lavar louça e cuidar da casa são tarefas importantes a serem divididas, compartilhadas, pois todos sujam e gostam de casa limpa. Que menina também sonha em mudar o mundo e ser heroína de suas fantasias!"

As palavras acima fazem sentido para vocês? Para mim, todo sentido do mundo. Tânia, mãe de três meninas incríveis, segue ajudando a cuidar da sua netinhaAliás, avó das mais dedicadas e amorosas que conheço. Mais cedo, ao me deparar com o texto acima, juro que tive vontade de comprar uma espada de luz. Salvar o mundo sempre foi um dos meus maiores desejos. Diariamente, sigo tentando salvar o dos meus clientes. Com organização. Salvação genuína. Sensação maravilhosa...





Fonte imagens: GOOGLE       

16/07/2017

O IDIOTA E A MOEDA



"Quem parece idiota, nem sempre é."




Véspera de post e já acordo com aquelas cólicas menstruais. Sim, eu ainda as tenho. Igualzinho na adolescência: olhos vermelhos, cabeça pesada, disposição zero. "O que fazer com o post da semana?", levantei pensando. Foi quando resolvi checar as mensagens no "zap" e quase não acreditei.
Estava lá num grupo de amigos. Compartilhado pelo compadre mais didático que tenho, estampava o título: o idiota e a moeda. Para alguns pode ter até passado despercebido, mas sabendo da sua origem pensei que só podia ser coisa boa. Ainda sem os benefícios do Buscofen, parei tudo para conferir.
Sendo desnecessário qualquer comentário, sugiro que confiram e cheguem à suas próprias conclusões. Lamento não ser o primeiro compartilhamento - ciente também que não será o último - que precisa ser marcado como "autor desconhecido". Organizem seus conceitos e sigam em paz com suas consciências. Se existe coisa melhor que isso, desconheço. Sucesso!    




O idiota e a moeda

Conta-se que, numa cidade do interior, um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmola. Diariamente, eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam à ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 réis e outra menor de 2000 réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se não havia percebido que a moeda maior valia menos.
- Eu sei, respondeu o tolo. Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar a minha moeda.

Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.

A primeira: quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
Mas, a conclusão mais interessante é: a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. O maior prazer de um homem iteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente. Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam... é problema deles.

Autor desconhecido





Fonte imagem: INTERNET

30/04/2017

REFLEXÃO PARA O DIA DO TRABALHO


"...a gente só precisa tentar ser a nossa melhor versão."
Ruth Manus




Sabe aquela amiga, geograficamente, distante que já fez parte da sua rotina diária? Aquela que, apesar de longe, continua em sintonia com você? Também tenho uma. E foi às vésperas do final de semana prolongado por conta do Dia do Trabalho, que ela compartilhou o texto abaixo. Sintomas semelhantes, doenças parecidas, mesmos remédios. Não entenderam? Então, confiram o texto simples e objetivo de Ruth Manus. Amei o presente, Cláudia Magalhães Eloy! Saudade de você... 




Trabalhei muito, dormi pouco, comi mal e me sinto diariamente culpado

POR RUTH MANUS

26/04/2017, 09h56

Até quando nos julgaremos tão devedores de nós mesmos? 

Comecei o dia furiosa comigo porque não fui à academia. Era para eu ter acordado mais cedo, enfiado aquele legging e corrido 5km. Não consegui, não fiz nada disso. Enfiei uma fatia de pão na torradeira e me culpei por ter colocado um pouco de manteiga ao invés de uma ricota magra sem sal.
Olhei para a minha agenda e direcionei o olhar diretamente para todas as pendências. Documentos que não enviei, faturas que não emiti, contratos que não revisei, e-mails que não respondi, ligações que não retornei. Não fazia nem meia hora que eu estava acordada e eu já era uma lamentável devoradora de mim mesma.
Entrei no banho com a cabeça acelerada e uma dose semi invisível de raiva de mim mesma porque eu nunca consigo cumprir minhas metas intermináveis. Parecia que eu não havia feito nada na véspera, quando, na verdade, fiz muito. Percebi que havia algo de muito errado nisso e disparei mensagens nos meus grupos de amigos perguntando se eles sentiam a mesma coisa.
As respostas foram unânimes: todos se sentem absolutamente devedores de si mesmos. Entramos numa lógica cruel que funciona mais ou menos assim: praticamente não importa o que a gente faz de bom, só importa aquilo que ficou faltando. Tudo o que ficou faltando, grita dentro da nossa cabeça como se estivesse escrito em caixa alta. 
Hoje eu trabalhei muito. MAS NÃO FUI À ACADEMIA. Hoje fui à academia. MAS COMI AQUELAS PORCARIAS NO ALMOÇO. Hoje eu comi bem. MAS NÃO ENTREGUEI O RELATÓRIO. Hoje eu terminei o relatório. MAS NÃO LIGUEI PARA A MINHA AVÓ. Hoje eu falei com a minha avó. MAS NÃO RESOLVI AQUELAS COISAS DO BANCO. Hoje eu fui ao banco. MAS ACABEI TRABALHANDO POUCO. Hoje trabalhei muito. MAS DORMI POUCO. Hoje dormi bem. MAS ACORDEI TARDE.
Começa a dar uma certa falta de ar, uma angústia que se instala entre o estômago e a garganta e que nos diz que somos pouco, que fazemos pouco, que concretizamos pouco. É como se nós fôssemos chefes de nós mesmos - e aqueles chefes da pior espécie, que não reconhecem os trabalhos bem feitos e as tarefas finalizadas, mas apenas o que ficou pendente. Um chefe que berra palavras de frustração na nossa orelha e que em nada contribui para melhorarmos.
Temos muita coisa pra fazer, não tem jeito. E talvez o pior não seja o fato de termos tudo isso, mas sim o fato de lidarmos tão mal com a nossa rotina e com a finitude da nossa capacidade. Não me parece que a solução seja sempre a de nos esquivarmos das tarefas (embora às vezes seja necessário). O que me parece necessário é pararmos de sentir tanta culpa. Não somos máquinas e nunca funcionaremos com perfeição. 
Precisamos parar de nos comparar com a amiga que posta foto na academia às 6 da manhã. Com o primo que milagrosamente consegue ser o filho perfeito. Com a vizinha que tem uma casa impecável. Com a colega que nunca sai da linha na alimentação. Com aquele casal de pais que parecem nunca errar. Com a amiga que está sempre vestida como capa de revista.
Acho que a gente só precisa tentar ser a nossa melhor versão. E a nossa melhor versão não vive nesses picos de stress, nem com essa angústia instalada. Temos que ser mais compreenssivos com as nossas pequenas grandes falhas. Deveríamos reservar a caixa alta para tudo que foi feito e não o que ficou faltando. Porque não parece justo que sejamos justamente nós aqueles que são mais crueis e mais duros conosco





Fonte imagem: GOOGLE
Fonte artigo: http://emais.estadao.com.br