ARQUITETANDO POR AÍ

ARQUITETANDO POR AÍ
O assunto aqui é transformar rotinas engessadas, visando a melhoria da qualidade de vida dos envolvidos. Mas, como assim? Alinhando conhecimentos arquitetônicos a técnicas de organização, espaços residenciais ou comerciais são reestruturados com custo bem inferior ao imaginado. Independente do tamanho da sua necessidade, conheça um pouco dessa história e encontre respostas. Aguardo você...
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19/01/2020

IMPROVÁVEL



Os achados!




Qual a probabilidade, numa cidade grande como Salvador, de, atendendo um chamado para organização, voltar à antiga moradia dos clientes da organização anterior? Quase zero. E de acabar sendo a responsável pela devolução de itens significativos esquecidos na partida apressada dos mesmos? Toda certeza ser zero. Puro engano. Isso aconteceu na semana passada.
Organizando com Fátima, descobrimos que o imóvel pertenceu à Camile, a cliente anterior de um pós mudança que foi puro sucesso. Todas surpresas com a coincidência, Fátima aparece com uma das taças do aparelho recém organizado de Camile. "É dela Pat?" Certeza, eu não tinha. Só sabia que ela possuia um jogo de mesmo modelo. O whatsApp se encarregaria do resto.
E assim, o improvável aconteceu. Finalizados os três dias de organização de Fátima, todos os itens embaladinhos, foram deixados no novo endereço de Camile. Como explicar isso? Coisas de organização! E, muito grata por ter sido elemento desse episódio de sintonia e atenção, já estou ciente que jamais ganharei na mega sena. Tenho sorte em outros setores! Muita...









Fonte imagens: ARQUIVO PROFISSIONAL 

28/06/2015

AMIGA VIRTUAL


Vez por outra, em pleno feriado, deixo lá na fanpage do facebook algo tipo, "Porque aqui é dia útil!". Quando isso acontece, podem acreditar na veracidade da informação. E assim, em plena segunda-feira e em clima de trabalho, deu-se o meu niver. À noite, antes do seu final oficial, exausta e já em casa, parei um pouco para checar as mensagens dos amigos. Querem saber o que percebi? Ainda que virtualmente, meu dia tinha sido bastante celebrado! Amigos de perto, de longe, íntimos ou não encheram-no de amor e carinho. Como assim, entre eles, uma amiga virtual?   





"Pati,
Que você continue "Arquitetando por aí",
fazendo as mais lindas construções em si mesma!
FELIZ ANIVERSÁRIO!!"
D'Jane Silper




Querem saber como essa artista talentosa e querida entrou na minha vida?
 
 
 
 
 
 
 
 
Minha sensibilidade costuma aprontar dessas coisas! E no início de 2013, D'Jane Silper, inocente do poder da sua arte, tocou o meu coração. Através do facebook, consegui chegar até ela que, após breve comunicação, aceitou conhecer o ARQUITETANDO POR AÍ. Eu, de cá (Salvador), encantada com o seu trabalho e ela, de lá (Itanhém), confortável com a sua modestia. Comunicação estabelecida, achei que não poderia postar nada sem nos falarmos. E lá deixei a seguinte mensagem: "Deixa seu número aqui que ligarei em seguida." E ela tinha voz de artista...
 
 
 
 
A residência reformada




O post aconteceu. E por mérito, unicamente, dela, hoje, pertinho das 45.000 vizualizações, permanece entre as 5 publicações mais visitadas do blog. É claro que, como tudo na vida, no nosso tempo de amizade virtual, sua "humilde residência", obra do destino ou não, já passou por significativas transformações, sempre conservando a sua essência. Aliás, fidelidade à sentimentos de base é uma marca registrada da nossa artista. Então, ciente de tudo isso, Edilene Torino, amiga e "mentora", soube guiá-la, brilhantemente, no caminho do amadurecimento. Amigo é tudo! 




A amiga virtual
 
 
 
 
O niver foi meu, mas o privilégio de ter D'Jane Silper entre nós é um presente comunitário. Saibam que, através de traços bem marcados, sempre traduzindo leveza e simplicidade, sua arte já ganhou o mundo. Via amigos de passagem por Itanhém, soube que ela continua transformando tudo que toca. Desde telas de tamanhos variados até fachadas inteiras, nada escapa ao seu talento criativo. Antes que perguntem, continuamos boas amigas virtuais, sem o menor prejuízo para a enorme admiração que nos une. Dia desses, CERTAMENTE, nosso encontro acontecerá!
 
 
 
 
OBS.: Se planejam conhecer Itanhém/BA, não deixem de, antes, visitar sua página do facebook (D'Jane Silper) ou entrar em contato com ela (73/8895.7409). Além de valer a pena conhecer mais um pouco do seu trabalho, quem sabe não voltam pra casa com uma obra de arte?
 
 
 
 
 
Fonte imagens: ARCERVO DA ARTISTA


23/11/2014

A TURMA DA LEVEZA



Por uma rotina mais leve...





Odeio mentiras com todas as minhas forças. Por isso, na tentativa de explicar a origem do post de hoje, preciso confessar-lhes que cheguei a pensar em usar algumas delas por aqui. Envergonhada, assumo que teria sido uma falta pra lá de imperdoável. Porém, diante de uma semana de coincidências, reflexões e muitas revelações, no primeiro momento, pareceu-me que a "verdade verdadeira" confundia-se com ficção. E foi assim que, faltando apenas doze horas para essa publicação, sem tempo, nem cabeça para garimpar imagens interessantes na internet, lembrei que há muito não recorria à sensibilidade da escritora Martha Medeiros. Sedenta por qualquer tipo de inspiração, decidi abrir o livro A GRAÇA DA COISA ao acaso. Plano executado, acreditam que, para minha surpresa, lá na página 149, deparei-me com a crônica MINHA TURMA!? Diante de um texto simples, leve e objetivo, acabei vislumbrando respostas para alguns dos meus questionamentos recentes. Querem saber o mais importante disso tudo!? Desde o primeiro parágrafo, lembrei de Marília Adan: uma parceira, uma irmã de coração, um presente que a vida me devolveu em 2014. Com ela, pude constatar que coincidências, realmente, não existem. Uma honra tê-la na minha turma, Sis!! Precisa dizer mais!? Lov u...     





MINHA TURMA


Ela é uma amiga recente. Tem três filhos, sendo que um deles possui uma síndrome rara. É uma criança especial, como se diz. Acabei de ouvi-la palestrar a respeito de como é o envolvimento de uma mãe com um ser que necessita de tanta atenção. Eu estava preparada para ouvir um chororô, e não a acusaria, ela teria todo o direito se. Mas o “se” não veio. O que vi foi uma mulher comovente e leve ao mesmo tempo, recorrendo ao humor para segurar a onda e para não se desconectar de si mesma. Ela deu uma choradinha, sim, mas de pura emoção e gratidão por passar por essa experiência que dá a ela e a esse filho uma cumplicidade também fora do comum. Quando ela terminou de falar, pensei: “Essa é da minha turma”. E silenciosamente a inseri no rol dos meus afetos verdadeiros.
Estranhei ter sido essa a expressão que me ocorreu, “minha turma”, e só então percebi que, durante a vida, a gente conhece um mundaréu de pessoas, estabelece variadas trocas de impressões, passeia por outras tribos e tal. São homens e mulheres que chegam bem perto do nosso epicentro, nem sempre por escolha, mas porque são parentes de alguém, conhecidos de não sei quem, e que acabam sendo agregados à nossa agenda do celular. Até que o tempo vai mostrando uma dissimulação aqui, uma maldade ali, uma energia pesada, e você se dá conta de que alguns não são da sua turma.
Da série “Coisas que a gente aprende com o passar dos anos”: abra-se para o novo, mas na hora da intimidade, do papo reto, da confiança, procure sua turma. É fácil reconhecer os integrantes dessa comunidade: são aqueles que falam a sua língua, enxergam o que você vê, entendem o que você nem verbalizou. São aqueles que acham graça das mesmas coisas, que saltam juntos para a transcendência, que possuem o mesmo repertório. São aqueles que não necessitam de legendas, que estão na mesma sintonia, e cujo histórico bate com o seu. Sua turma é sua ressonância, sua clonagem, é você acrescida e valorizada. Sua turma não exige nota de rodapé nem resposta na última página. Sua turma equaliza, não é fator de desgaste. Com ela você dança no mesmo compasso, desliza, cresce, se expande. Sua turma é sua outra família, aquela, escolhida.
Não tenho mais paciência com o que me exige atuação, com quem me obriga a usar palavras em excesso para ser compreendida. Não tenho mais energia para o rapapé, para o rococó, para o servilismo cortês, para o mise-en-scène social. Não tenho motivo para ser quem não sou, para adaptações de última hora, para adequações tiradas da manga. Não quero mais frequentar roda de estranhos cujas piadas não vejo a mínima graça. Não quero mais ser apresentada, muito prazer, e daí por diante ter que dissecar minha árvore genealógica, me explicar em nome dos meus tataravôs, defender posições que me farão passar por boa moça. Não quero mais ser uma convidada surpresa.
Se você mandar eu procurar minha turma, acredite, tomarei como carinho.


Martha Medeiros - A Graça da Coisa - janeiro/2013





Acreditem ou não, foi assim que MINHA TURMA deu sentido à uma semana bastante esquisita. Querem um conselho!? Diante de "verdades verdadeiras", por uma vida mais leve, elejam suas prioridades e enfrentem o que for necessário com coragem. Em consequência da primeira, muitas e muitas ORGANIZAÇÕES ainda virão. Esperando o que!? Mãos à obra!!
 
 
 

 
Fonte imagens - INTERNET