ARQUITETANDO POR AÍ

ARQUITETANDO POR AÍ
O assunto aqui é transformar rotinas engessadas, visando a melhoria da qualidade de vida dos envolvidos. Mas, como assim? Alinhando conhecimentos arquitetônicos a técnicas de organização, espaços residenciais ou comerciais são reestruturados com custo bem inferior ao imaginado. Independente do tamanho da sua necessidade, conheça um pouco dessa história e encontre respostas. Aguardo você...

04/05/2014

TRABALHANDO EM EQUIPE



Grande verdade!!

 

 
 

 

Manhã de sábado. A menos de 24hs da publicação semanal, o status permanece o mesmo: sem ideias. Definido apenas o título, inspirada por mais um período de surpresas, vou em busca de ajuda, não dos "universitários", mas, obviamente, dos gênios criativos da internet. Muitas imagens, muitas dicas, eis que, às 11:19hs, sou marcada numa publicação de uma amiga brasileira residente no México. Já conhecendo o seu apurado gosto musical, sedenta por um intervalo, clico no que me parecia ser mais uma apresentação original. Desconhecendo o trabalho da banda PATAX, vencida semana de emoção, não tive como conter as lágrimas.
Ao longo dos 7 minutos e 27 segundos anunciados, diante de uma obra prima musical, minha mente conseguiu unir elementos da apresentação com muita coisa da rotina de qualquer organização, numa harmonia perfeita entre vida e arte. Sensibilidade, criatividade, inovação, confiança, sincronia, cumplicidade, amor, sempre serão ingredientes fundamentais para que trabalhos em equipe sejam bem sucedidos. E penso que viver é o maior deles. Assim como na vida, também numa partitura musical, existem passos a serem seguidos. Porém, lindo de verdade, é ter o poder da improvisação e superação diante de tantas situações inesperadas.
 
 
 
 
 





Ao pesquisar sobre a criativa versão de Billie Jean, um dos muitos sucessos do cantor Michael Jackson, fica claro que o grupo, usando arranjos originais, onde os integrantes buscam comunhão ente o flamenco e o folclore afrocubano, dominam o trabalho em equipe. Liderados pelo percussionista e compositor Jorge Pérez,  um espanhol autodidata nascido em Boston, a banda de jazz PATAX segue no caminho da criatividade. Assim, penso que podemos ser criativos, não apenas nas nossas previsíveis rotinas, mas, diante das adversidades. Dessa forma, juntos, transformaremos "sucessos consagrados" em obras ainda melhores...





PATAX


Jorge Pérez: percussão (Espanha e EUA)
Federico Lechner: piano (Argentina)
Carlos Sánchez: baixo (Espanha)
Marcos Collado: guitarra (Espanha)
Valentín Iturat: batería (Espanha)
Fabrizio Scarafile: sax e flauta (Itália)
Roberto Pacheco: trombone (Espanha) 





Fonte: http://www.patax.es/

27/04/2014

REFLEXÕES NA FILA DO MERCADO...


A FILA...





Durante uma semana tranquila, finalizado mais um desafio - organizar a nova residência de uma família gaúcha em mudança para Salvador - numa enorme fila de mercado, por conta dos seus itens de geladeira, lembrei de Sam Walton e suas convicções empresariais. Fundador da rede Walmart, arrisco-me a dizer que, de onde estiver (que Deus o tenha!), não ficaria nada satisfeito em testemunhar a rotina de descaso com o cliente Bompreço, hoje, parte da sua rede no Brasil. Ampliando um pouco mais o leque, faz-se necessário incluir nessa reflexão, não só as outras redes de mercados de Salvador, assim como muitos estabelecimentos comerciais e de serviços existentes na cidade. Infelizmente, é quase geral!!
Para onde quer que se dirija, o cliente é recebido, salvo raras excessões, sem o mínimo de cordialidade, por fisionomias carrancudas de pessoal desinformado, ainda que seja o sustentáculo dessa relação. Há tempos pensando em abordar o problema, cada vez mais crítico na nossa cidade, sugestionada pela fila do Bompreço, tratei de pesquisar um pouco mais sobre as ideias do empreendedor Sam Walton. Descobri que, anos atrás, na qualidade de fundador da maior rede de varejo do mundo, abrindo um programa de treinamento para os funcionários, surpreendeu à todos com um discurso singular. Quando esperava-se uma palestra tradicional, direcionada à vendas, ele iniciou-a com as seguintes palavras: 

 "Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e espera pacientemente, enquanto o garçom faz tudo, menos anotar o meu pedido. Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares. Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca usa a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal. Eu sou o homem que explica sua desesperada urgência por uma peça, mas não reclama quando a recebe somente após três semanas de espera. Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, implorando por um sorriso ou esperando apenas ser notado. Você deve estar pensando que sou uma pessoa paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se. Sabe quem eu sou? Eu sou o cliente que nunca mais volta!
Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua empresa, sendo que quando fui lá pela primeira vez, tudo o que deveriam ter feito era apenas uma pequena gentileza, simples e barata: tratar-me com um pouco mais de cortesia. Só existe um chefe: O CLIENTE. E ele pode demitir todas as pessoas da empresa, do presidente ao faxineiro, simplesmente levando o seu dinheiro para gastar em outro lugar.”
 
 
Precisamos acordar!! Eu, tu, ele, nós, vós, eles!! TODOS!! À medida em que são os clientes que nos mantêm ativos profissionalmente, os mesmos devem ser tratados com a devida importância. Se um dia sou uma deles, muitas vezes, por conta das demandas de trabalho, também vivencio o outro lado. Das 8 às 12, assim como das 14 às 18hs, satisfazer os seus desejos é o meu maior objetivo. E para isso, de antenas ligadas, não meço esforços. Tão simples perceber, tão fácil realizar. Nas longas filas para atendimento, como num exercício simulado, uso o tempo para, mentalmente, reorganizar espaços, corrigir atitudes e melhorar rotinas para eles. Sejam clientes do ARQUITETANDO POR AÍ ou não...
 
 
 



A PERGUNTA


 



OS ERROS
 





AS PALAVRAS MÁGICAS






O RESULTADO






Que as palavras de Sam Walton nos façam refletir e melhorar. Seja você empresário, vendedor, profissional liberal, recepcionista, farmacêutico, mecânico, entre tantas outras nobres funções, não se engane: conquistar a satisfação do cliente é sua meta. Acham que trabalhar pelo patrimônio da empresa ou pelo bem comum está fora das suas atribuições?? Enganam-se!! Seja organizar o local de trabalho, sugerir melhorias na rotina profissional ou transmitir à empresa desejos dos clientes, podem ser diferenciais na carreira de qualquer profissional. Estamos vivendo um período de atendimento caótico. Sem gentilezas, sem cooperação, sem reconhecimento do semelhante. Então, que fazer!? Mãos à obra.





Fonte Imagens: INTERNET

20/04/2014

PÁSCOA COR DE ROSA


Estimuladas pelas redes sociais, assim como por orientações anti-consumistas, ainda que contaminadas pela tradição chocólatra, nossas adolescentes apresentaram a seguinte proposta: em lugar do costumeiro ovo de Páscoa, estimado (no mínimo!) em R$ 30,00, estavam dispostas a trocá-los por quatro barras de chocolate à escolha delas. Oferecidas três, negócio - imediatamente - fechado. De fato, já que os ovos de chocolate nada têm a ver com o verdadeiro significado da Páscoa, apenas sustentam mais um feriado de comércio lucrativo, perceber filhas com vestígios de consciência crítica nos enche de esperança. Bravo, garotas!! Que as "tradições" nunca as impeça de questionar!! Ligadas sempre...



  
 
Uma troca lucrativa...





Finalizada a contabilidade, vamos ao que interessa. Há exatos 365 dias, por conta da passagem da Páscoa, visualizei um texto destinado à 150 amigos no mural de um ex-colega de faculdade. Tocada por palavras que combinavam com os meus pensamentos, percebi ser de autoria da fotógrafa Sandra Rozados. Também por meios virtuais, consegui chegar até ela e, após visita ao ARQUITETANDO POR AÍ, obtive sua autorização para uso do texto no post PÁSCOA DIFERENTE. Hoje, mais um domingo de Páscoa, não tendo me deparado com nada que suplantasse as suas ideias sobre a data, compartilho-as, mais uma vez. Que as suas palavras aqui registradas toquem muitos corações!! Obrigada, amiga virtual...





Amar, no sentido mais amplo e mais pleno que nossa capacidade de entender pode alcançar.
Nada além de amar.
De não medir esforços para fazer evoluir nosso teor de amor.
Amando, tudo sempre fica bem.
Porque o amor precede e encerra todos os demais sentimentos altruístas que podemos ter.
A expiação e a ressurreição de Jesus Cristo têm imensurável significação pra mim, justamente por ter sido o maior de todos os atos e exemplos de amor realizados na história da terra.
Páscoa, eu penso, é ter sempre muito amor pra dar e nada mais.
Amor real e incondicional.
Um estado permanente de espírito que nos propicia alegria e sentimento de realização por toda a vida.
É a essência do evangelho que Ele nos legou.
Portanto, eu não poderia esquecer de dizer que amo muito você e desejo que esta Páscoa e todos os demais dias de sua vida sejam pra dar e receber muito amor, no sentido mais amplo e mais pleno possível ao teu entendimento.

Beijooosss pra todos vocês, queridos amigos e feliz páscoa!

 

SANDRA ROZADOS





Um ano inteirinho passado, nossa comunicação intensificada e muitos pensamentos compartilhados. Apesar de ainda não nos conhecermos pessoalmente,  arrisco-me a dizer que existe uma grande afinidade entre nós. Da mesma forma, sinto que nossa crença sobre a Páscoa é resultado de uma harmônica combinação de convicção e fé. Assim como no seu, no meu coração é Páscoa todo dia, Sandra Rozados!! Por isso, desejo uma PÁSCOA COR DE ROSA à todos!! "Mas por que cor de rosa!?", perguntará ela. Além da cor escolhida para o laço dos chocolates das negociadoras, trata-se de um código estabelecido com à minha sábia sogra que parece estar percebendo tons de cinza nas minhas coloridos postagens...  




 
Fonte Imagem: ARQUIVO PROFISSIONAL

13/04/2014

RECEBENDO COM CRIATIVIDADE


Medo de receber?? Todos temos um pouco...




Curiosa como sou, se estivesse no lugar de vocês, já teria deixado uma pergunta lá nos comentários. "Por que, sempre que pode, você faz questão de relatar a origem da ideia dos posts?" A qual, facilmente, responderia: elas vêm de situações ou lugares tão inesperados que, surpresa com o trabalho de equipe aqui desenvolvido, meu primeiro impulso é compartilhar. Cuidadosa com a veracidade dos fatos, principalmente, pela citação dos envolvidos, leio e releio os textos, muitas vezes, sem acreditar nas coincidências, nem nos sinais que a vida insiste em me enviar. Certo é que, desde criança avessa à trabalhos de equipe, passei a valorizar essa modalidade e sinto-me na obrigação de informar à todos os participantes. Dessa vez foi você, Carla Veiga!! Como agradecer-lhe pela ajuda!? 
Ao final da manhã, sem nenhuma ideia para o post de hoje, chegando do Plantão Pedagógico da escola das minhas filhas e ciente da falta da nossa funcionária, recebo uma ligação. Tratava-se de pedido de auxílio de uma amiga de infância muito querida que, em pleno sábado de atividades, ainda que na sua folga profissional, tentava colocar em prática planos de organização doméstica. Para ajudá-la, acabamos trocando algumas ideias. Ela, sabendo da minha rotina corrida, interessou-se pelo andamento do post. Descrita minha ansiedade com a falta de ideias, comentou não ter preocupação, pois sabia que até da conversa poderia sair alguma inspiração. Desliguei focada no seu comentário e acabei lembrando que um dos assuntos tratados dizia respeito à sua mesa de jantar. EURECA!!





Resumo da teoria




Dominada as regras de etiqueta, estando no conforto dos seus lares em companhia de amigos, garanto-lhes que toda e qualquer espécie de manifestação criativa será bem aceita. Por isso, seja dentro de casa ou ao ar livre, independente do tipo e formato da mesa, fazendo uso ou não de toalha e sem limites criativos, seguem algumas imagens inspiradoras...




Elegância e simplicidade com jogos americanos




Distribuição descontraída em mesa sem forração




Arrumação sóbria sobre tampo em espelho



 
Originalidade no uso de jogos longos sobre a mesa




Colorido e liberdade em organização despojada




Sobriedade e descontração com recepção na varanda




Mesa redonda cheia de originalidade e cor




Receber nunca foi "bicho de sete cabeças", principalmente se escolhemos pessoas próximas para participarem dos primeiros experimentos. Na tentativa de afastar o medo, comecem surpreendendo a família com uma mesa diferente. Ações bem sucedidas, chega a hora de incluir os amigos. Quando menos se esperar, o medo será apenas uma lembrança distante.





Fonte Imagens: INTERNET

06/04/2014

PRESENTES DA VIDA



Só depende do nosso olhar...





Sabem aqueles dias que, para atender nossas necessidades, precisavam ter no mímimo 48 horas?? Durante a semana, passei por cinco deles seguidos. Hoje, sobrevivente, compartilho o aprendizado. Seja pela existência da família ou pela presença dos amigos(as), o certo é que, estando no "olho do furacão", jamais abandono a crença de que, em algum momento, ele irá passar. Em compensação, dias de sufoco sempre são extremamente didáticos. E foi durante a passagem dos cinco citados, em breve intervalo conectada à internet, que esbarrei numa fonte de força.
Trata-se de um vídeo, inocentemente, compartilhado no facebook. Durante a semana, após apresentação do musical The Lion King em Brisbane, o elenco da versão australiana do espetáculo resolveu, pouco antes da decolagem rumo à Sidney, surpreender os passageiros do voo 0970. A capella, eles cantaram a conhecidíssima música, Circle of Life, que faz parte da trilha sonora do desenho original da Disney e, consequentemente, do famoso espetáculo. Com esse e muitos outros pequenos gestos, amigos(as) conseguem interferir na minha rotina. Obrigada, Laryssa Rangel!! 












Além de letra inspiradora, a música apresentada, acabou me transportando à primeira infância das minhas filhas; período de muita dificuldade e superação. Lá, aprendi o verdadeiro significado da palavra "família", como também, conheci a força desses laços. Tendo motivo suficiente para ver a rotina de forma mais otimista, fiquei a pensar no que levaria aqueles artistas, integrantes de um projeto consagrado, a dividir os seus talentos em pleno voo. Duvido tratar-se apenas de marketing. Estando equivocada ou não, certo é que adoraria estar naquele avião. 
Penso ser esse o momento em que vocês devem perguntar. Perdeu o foco?? E cadê a organização, tema principal do ARQUITETANDO POR AÍ!? No "olho do furação", suspeito que ninguém lembrará que organização existe. São momentos que precisamos mesmo é de equilíbrio, força e excelente memória. Os dois primeiros são óbvios. Já a memória nos ajudará a lembrar que todas as dificuldades sempre passam e histórias como a vivida no voo 0970, podem estar prestes a acontecer. São os presentes da vida. Lembrando apenas que só depende do nosso olhar.
 
 
 

 
 

 
 
 
 
 
 
Fonte imagem: INTERNET 

30/03/2014

BENDITAS PRATELEIRAS


  
Liberando nossos metros quadrados de chão...


 
 
Conseguem imaginar a vida sem elas!? Embelezam, organizam e, acima de tudo, resolvem. Benditas sejam as prateleiras nas nossas vidas!! Decidido o tema do post de hoje, em busca de imagens na internet, lembrei de episódio ocorrido ainda na faculdade de arquitetura. Visitando uma localidade menos favorecida da cidade, para realização de trabalho específico, percebi prateleiras entre outros itens auxiliando na organização daquelas rotinas. Ainda no local, em deslocamento ao lado do professor, lembro de ter comentado, reservadamente, que apesar do aspecto provisório das moradias visitadas, conseguia perceber elementos definitivos naquelas realidades. Ele, sempre muito discreto, tendo me escutado, concordou calado. Passados alguns dias, já em sala de aula, discutíamos a visita, quando pediu-me para detalhar o comentário...

   



Entre camas, no lugar do criado mudo...
 


No banheiro, substituindo o armário...



Em espaços restritos, funcionando como apoio...





Surpresa, expliquei ter observado, ainda que de forma precária, cortinas em janelas, imagens de santos ou espelhos fixados às paredes, utensílios pendurados em pregos e, até mesmo, prateleiras ajudando na organização. Lamentando, declarei suspeitar que aquelas pessoas, cientes da falta de perspectiva de mudança familiar, lutavam apenas pela sobrevivência, fixando-se aqueles espaços em caráter definitivo. Bastante envergonhada, após ser parabenizada pela observação/análise, nunca esqueci daquelas palavras que, brilhantemente, fecharam mais uma aula de campo. "Assim como médicos têm responsabilidade de lutar por vidas menos favorecidas, vocês, futuros arquitetos e possíveis interventores em realidades semelhantes, têm obrigação de levar esperança à esses irmãos, seja qual for a área de atuação escolhida." Mensagem bem entendida, prof.!!





Na cozinha, trabalhando em favor da estética...



Em circulações, trazendo leveza...



Na bancada de preparo, distribuindo charme...



Descomplicando inúmeras rotinas!!





Fonte imagens: INTERNET 

23/03/2014

FALANDO EM TÊNIS...








Quando criança, bem antes dos smartphones, lembro, entre  outras muitas diversões, das maravilhosas reuniões noturnas para compartilhamento de piadas na calçada da rua onde morávamos. Por não possuir habilidade alguma na área, sempre fiquei no grupo dos ouvintes. Uma delas, não pelo cômico, mas sim pelo trágico, nunca abandonou a minha memória:  

Numa tarde quente de verão, dois amigos estavam descansando sob a sombra de uma enorme árvore, quando ouvem um rugido bem próximo.
- Meu Deus, um leão! - gritou um deles.
Mais do que depressa o outro começa a calçar o tênis.
- Por que você está calçando o tênis? - pergunta o outro. - Você não acha que é capaz de correr mais do que o leão, acha?
- Não! Só preciso correr mais do que você...
 
Sem a menor intenção de levantar grandes discussões, o texto em questão, além de um curioso retrato das conturbadas relações humanas contemporâneas, desde então, passou a ser uma referência pessoal sobre o "conceito" de amizade. Diante de situações reais cotidianas relacionadas ao tema, passei a lembrar da inusitada piada. Mas, FALANDO EM TÊNIS...



 
 
* ORGANIZAÇÃO QUASE TRADICIONAL *




Sapatos espalhados pela casa?? Todos os espaços a eles destinados ocupados?? Já tentaram organizá-los com pares invertidos?? Ou separar um local para os de todo dia?? Então, vamos à soluções alternativas...







* ORGANIZAÇÃO ARTÍSTICA *




Mesclá-los com a decoração pode ser uma solução viável. Nesse caso, exponham, preferencialmente, os mais utilizados, sem esquecer da organização. Toda atenção: qualquer espécie de bagunça será "fatal".







* ORGANIZAÇÃO EM CAIXAS *
 
 
 
 
Caixas plásticas ou de papelão empilhadas, transparentes ou não,  permitirão a utilização total do espaço disponível. Optando pelas opacas, usar imagens visíveis dos seus conteúdos, facilitará o manuseio diário.
 

 
 
 
 

* ORGANIZAÇÃO COM ACESSÓRIOS *




Apesar de esquisitos, existem acessórios que, certamente,  ajudarão nas diversas organizações. Considerando que irão ocupar algum espaço, basta avaliar a disponibilidade, optando pelo que oferece a melhor solução.







* ORGANIZAÇÃO EM CABIDES *




Sapatos em cabides?? Nesse caso, o auxílio do marceneiro será fundamental. Como sugestão, locar o cabideiro o mais baixo possível. Os cabides podem ser encontrados no comércio ou, até mesmo, fabricados. 








Fonte imagens: INTERNET

16/03/2014

MAQUIAGEM



Uma pequena homenagem! (14.03.1879/18.04.1955)


 

 
Como definiríamos maquiagem?? Maquiagem. S. f. 1.  Ato ou efeito de maquiar(se); pintura. 2. O conjunto dos produtos de beleza utilizados para maquiar. maquiar1. V. t. d. 1. Medir com maquia (1). 2. Subtrair parte de; disfarçar. Int. 3. Cobrar a maquia. maquiadora, s. f. maquiar2. V. t. d. 1. Aplicar cosmético em (o rosto) para embelezamento, realce ou disfarce 2. Fig. Mascarar, disfarçar. P. 3. Maquiar o próprio rosto; pintar-se.
Com o perdão do também falecido Aurélo Buarque de Holanda Ferreira, para a rotina do ARQUITETANDO POR AÍ, a palavra em pauta representa mais que o descrito. É bem verdade que o fato de tentarmos "disfarçar" realidades anteriores, pode até ser considerado um ponto em comum. Porém, não sendo adepta de disfarces, busquemos uma definição mais precisa e esclarecerora para nossas maravilhosas maquiagens...
 
 
 
 
 
Adesivo de parede
 
 
 
 
Adesivo de parede
 
 
 
 
 
Em se tratando de arquitetura/organização, penso que maquiagem seria o resultado de algumas pequenas e significativas intervenções num determinado espaço, sempre buscando o custo zero. Como isso é possível!? Seleção/descarte de itens, organização, mudança de posição (e/ou reciclagem) de móveis, pintura, aquisição de acessórios/objetos etc. Só então, poderemos considerar concluída a citada maquiagem.
Apesar dos orçamentos familiares bastante restritos, organização e mudanças, seja onde vivemos ou trabalhamos, continuam sendo de vital importância para o nosso crescimento e bem estar. Por experiência própria, assim como observando os resultados do ARQUITETANDO POR AÍ, penso que essa renovação de "ares" acabam por ajudar a mantermos força e confiança para enfrentarmos nossas árduas tarefas diárias...
 
 
 
 
 
Patchwork
 
 
 

Patchwork
 
 
 
 
 
Absorvido e aplicado o princípio básico de aproveitamento máximo da infraestrutura existente, a sugestão seria criar um ponto de interferência maior, caracterizando a, tão desejada, mudança. Seja trocando as cores das paredes ou móveis, usando plotagens diversas, aplicando adesivos decorativos ou até mesmo ousando com a utilização de trabalhos em patchwork. Não só as planejem, como trabalhem por elas.
Nesse lindo trabalho de equipe, os clientes entram com a coragem, o desapego e uma pequena verba (promessa!!). Do lado de cá, após visita diagnóstica, sem custo algum, montaremos um plano e cuidaremos da ação propriamente dita. Em um tempo menor que o esperado, o espaço estará finalizado. Atenção: mudanças trazem muitos efeitos colaterais. Todos excelentes!! Duvidam?? Basta ligarem 3181.8277...
 
 
 
 

Fonte imagens: INTERNET

09/03/2014

ORGANIZANDO PARCERIAS



"Parceiria é uma relação bilateral."
Martha Medeiros




Nunca foi segredo a minha admiração pela forma simples e direta com que a escritora Martha Medeiros trata assuntos do cotidiano. Também não foi à toa que deixei um pedacinho de papel marcando a crônica Sustento Feminino, após leitura recente do seu último livro - A GRAÇA DA COISA. Num momento oportuno, o plano era compartilhar com todos, aqui no ARQUITETANDO POR AÍ. E eis que chega o 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Desejo que, assim como ela, indignem-se com as informações e não passem omissos pela "situação". Parcerias organizadas são de fundamental importância para a existência e prosperidade de qualquer relação emocionalmente saudável. ABAIXO O RETROCESSO, garotas!! ❤




SUSTENTO FEMININO


Participando de um seminário sobre comportamento, onde foi dito que as mulheres estão de tal forma cansadas de suas múltiplas tarefas e do esforço para manter a independência que começam a ratear: andam sonhando de novo com um provedor, um homem que as sustente financeiramente. Não acreditei. Outro dia discuti com uma amiga porque duvidei quando ela disse estar percebendo a mesma coisa, que as mulheres estão selecionando seus parceiros pelo poder aquisitivo - não só as maduras e pragmáticas, mas também as adolescentes, que ainda deveriam cultivar algum romantismo.
Então é verdade? Pois me parece um retrocesso. A independência nos torna disponíveis para viver a vida da forma que quisermos, sem ter que “negociar” nossa felicidade com ninguém. São poucos os casos em que se pode ser independente sem ter a própria fonte de renda (que não precisa obrigatoriamente ser igual ou superior a do marido). Não é nenhum pecado o homem pagar uma viagem, dar presentes, segurar as pontas em despesas maiores, caso ele ganhe mais – é distribuição de renda. Mas se é ela que ganha mais, a madame também pode assumir o posto de provedora sênior, até que as coisas se equalizem. Parceria é uma relação bilateral. É importante que ambos sejam autossuficientes para que não haja distorções sobre o que significa “amor” com aspas e amor sem aspas.
As mulheres precisam muito dos homens, mas por razões mais profundas. Estamos realmente com sobrecarga de funções – pressão auto-imposta, diga-se –, o que faz com que percamos nossa conexão com a feminilidade: para ser mulher não basta usar saia e pintar as unhas, essa é a parte fácil. A questão é ancestral: temos, sim, necessidade de um olhar protetor e amoroso, de um parceiro que nos deseje por nossa delicadeza, nossa sensualidade, nosso mistério. O homem nos confirma como mulher, e nós a eles. Essa é a verdadeira troca, que está difícil de acontecer porque viramos generais da banda sem direito a vacilações, e eles, assustados com essa senhora que fala grosso, acabam por se infantilizar ainda mais.
Podemos ser independentes e ternas, independentes e carinhosas, independentes e fêmeas – não há contradição. Estamos mais solitárias porque queremos ter a última palavra em tudo, ser nota 10 em tudo, a superpoderosa que não delega, não ouve ninguém e que está ficando biruta sem perceber.
Garotas, não desistam da sua independência. Façam o que estiver ao seu alcance, seja através do trabalho ou do estudo, em busca de realização e amor-próprio. Escolher parceiros pelo saldo bancário é triste e antigo, os tempos são outros. É plausível que se procure alguém com o mesmo nível intelectual e social, com um projeto de vida parecido e com potencial de crescimento – mas para crescerem juntos, não para garantir um tutor.
A solidão, como contingência da vida, não é trágica, podemos dar conta de nós mesmas. Mas, ainda que eu pareça obsoleta, ainda acredito que se sentir amada é que nos sustenta de fato.

 
Martha Medeiros - A Graça da Coisa - outubro/2011
 
 

 
 
Fonte imagem: INTERNET

02/03/2014

DIFERENÇAS


 





Domingo de carnaval. Enquanto a maioria canta e dança atrás de qualquer coisa que lhes proporcione um pouco de alívio, nossos governantes, levianamente, aproveitam o momento para desenhar o futuro do país, da forma que melhor lhes convier. Já em clima de loucura pré-carnavalesca, há dias, fui marcada numa publicação do facebook entitulada CORDAS. Ainda sem saber do que se tratava, minha imaginação foi levada às cordas que costumam delimitar os blocos carnavalescos. Cruzes!! Errei feio...










A citada publicação, com o título traduzido para o português, trazia o belíssimo e mais recente trabalho do diretor Pedro Sólin García: CUERDAS. Recém ganhador do prêmio Goya 2014, maior premiação do cinema espanhol (melhor curta metragem de animação), CUERDAS cativou-me desde o primeiro momento. Em seus 11 minutos, a relação de Maria, uma menina que vive num orfanato, e um colega portador de paralisia cerebral retrata uma linda lição de amor, amizade e respeito pelas diferenças.










O autor/diretor diz que a ideia de contar a história de amor e dedicação da sua filha Alejandra pelo irmão Nicholás, portador de paralisia cerebral, surgiu há pouco mais de dois anos. "Quando pensando no futuro incerto do meu filho, ouvi uma canção que dizia: te atarei com todas minhas forças, meus braços serão cordas. Nesse momento, toda a história passou diante de mim. Só precisei chegar em casa e escrevê-la. O menino é meu filho, a cadeira de rodas que aparece é a cadeira dele. E foi a primeira que fiz."










Igualdade, solidariedade, amizade são muito citados como sentimentos, mas, como atitudes, não são encarados com a seriedade merecida. Nesse singelo curta metragem, fica claro, através do olhar de uma criança, que todos somos iguais e que, quando se tem um amigo de verdade, vencer as dificuldades é apenas uma questão de criatividade. Divulgado inicialmente no youtube, o vídeo foi retirado por conta de direitos autorais. Felizmente, circulam informações que a equipe já estuda outra forma de exibição.





Página oficial do Prêmio Goya

Cuerdas

La rutina de María en el colegio se verá alterada por la llegada
de un niño muy especial. Pronto se convertirán en amigos inseparables.
 
Nacionalidad: Española
Dirección: Pedro Solís García
Producción: La Fiesta Producciones (Nicolás Matji González)

 

1 Goya / 1 Candidaturas


Mejor cortometraje de animación español
Dirección: Pedro Solís García  
 
 
 
 
 
Por trás de tudo que estas crianças (e adultos!) especiais não fazem, batem corações e funcionam cérebros sedentos por reconhecimento, atenção e carinho. Enxergá-los como semelhantes é uma obrigação. Deixar aflorar as Marias que nos habitam é a plenitude da vida em comunidade. Passados dois dias da publicação, eis que recebo o link para CORDAS, já disponível no youtube, de uma amiga distante e muito querida. Para conferir, basta clicar e ativar a legenda. Obrigada, Nivia Camargo!! ❤





 





Fonte: http://cuerdasshort.com