PMG ARQUITETANDO POR AÍ

PMG ARQUITETANDO POR AÍ
Aqui, o assunto é transformar rotinas engessadas, visando a melhoria da qualidade de vida dos envolvidos. Como assim? Com conhecimentos arquitetônicos aliados à técnicas de organização, residenciais ou comerciais, espaços são reestruturados com custo bem inferior ao previsto. Seja sua necessidade tamanho p, m ou g, entre, conheça um pouco dessa história e encontre respostas para modificar a sua. Aguardo você!!

11/10/2015

PMG S.A.



S.A.




São tantos os "sócios" nesse nosso ousado projeto que a PMG mais parece uma sociedade anônima. E, vez por outra, eles enriquecem o nosso trabalho com contribuições necessárias e muito pertinentes. Estamos falando de textos, imagens ou vídeos, sempre acompanhadas de mensagens carinhosas, objetivando melhorar a rotina de todos. E foi assim que, no dia 30 de setembro, deparamos-nos com o texto abaixo junto com a seguinte mensagem: "Patricia Justa, lembrei de vc e seus projetos, sócia! Um bom texto p/ vc presentear seus clientes!" Conforme sugeriu essa amiga pra lá de especial, segue mais uma valiosa contribuição. Obrigada, Cristina Lepkison! Amamos e compartilhamos... ❤ ❤ ❤  




Mundo Interior



A casa da gente é uma metáfora da nossa vida, é a representação exata e fiel do nosso mundo interior. Li esta frase outro dia e achei perfeito. Poucas coisas traduzem tão bem nosso jeito de ser como nosso jeito de morar. Isso não se aplica, logicamente, aos inquilinos da rua, que têm como teto um viaduto, ainda que eu não duvide que até eles sejam capazes de ter seus códigos secretos de instalação.
No entanto, estamos falando de quem pode ter um endereço digno, seja seu ou de aluguel. Pode ser um daqueles apartamentos amplos, com o pé-direito alto e preço mais alto ainda, ou um quarto-e-sala tão compacto quanto seu salário: na verdade, isso determina apenas seu poder aquisitivo, não revela seu mundo interior, que se manifesta por meio de outros valores.
Da porta da rua pra dentro, pouco importa a quantidade de metros quadrados e, sim, a maneira como você os ocupa. Se é uma casa colorida ou monocromática. Se tem objetos adquiridos com afeto ou se foi tudo escolhido por um decorador profissional. Se há fotos das pessoas que amamos espalhadas por porta-retratos ou se há paredes nuas.
Tudo pode ser revelador: se deixamos a comida estragar na geladeira, se temos a mania de deixar as janelas sempre fechadas, se há muitas coisas por consertar. Isso também é estilo de vida.
Luz direta ou indireta? Tudo combinadinho ou uma esquizofrenia saudável na junção das coisas? Tudo de grife ou tudo de brique?
É um jogo lúdico tentar descobrir o quanto há de granito e o quanto há de madeira na nossa personalidade. Qual o grau de importância das plantas no nosso habitat, que nota daríamos para o quesito vista panorâmica? Quadros tortos nos enervam? Tapetes rotos nos comovem?
Há casas em que tudo o que é aparente está em ordem, mas reina a confusão dentro dos armários. Há casas tão limpas, tão lindas, tão perfeitas que parecem cenários: faz falta um cheiro de comida e um som vindo lá do quarto. Há casas escuras. Há casas feias por fora e bonitas por dentro. Há casas pequenas onde cabem toda a família e amigos, há casas com lareira que se mantêm frias, há casas prontas para receber visitas e impróprias para receber a vida. Há casas com escadas, casas com desníveis, casas divertidamente irregulares.
Pode parecer apenas o lugar onde a gente dorme, come e vê televisão, mas nossa casa é muito mais que isso. É a nossa caverna, o nosso castelo, o esconderijo secreto onde coabitamos com nossos defeitos e virtudes.
 
Martha Medeiros





Fonte imagem: INTERNET

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